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Direito a ser criança

  • Foto do escritor: Mónica Dultra Carvalho
    Mónica Dultra Carvalho
  • 1 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura

Neste dia Mundial da Criança falemos do direito a ser criança e a ser uma criança feliz!


E se vos dissesse que, para fazer crescer uma criança é mesmo preciso uma aldeia inteira? Que somos influenciados por cada pessoa que passa na nossa vida e que essa influência é tanto maior quanto mais pequenos somos? E se vos dissesse que as relações precoces são as mais importantes e vão definir de forma inimaginável o que vamos ser enquanto adultos? Que nos moldamos com o que observamos, com o que nos dizem e com as consequências das nossas atitudes? E que tudo isto são ingredientes importantes para desenvolvermos crianças e mais tarde adultos felizes?

Mas o que é isso de ser feliz? A felicidade não é um estado, não se é feliz para sempre, aprende-se a ver a felicidade nas mais pequenas coisas, aprende-se a escolher a felicidade, sabendo que as outras emoções fazem parte do caminho e têm as suas funções.


Mas então do que precisam as crianças para serem felizes? Falemos de direitos que são ingredientes importantes para que as crianças sejam felizes. Felicidade como sinónimo de resiliência, de saber que as pedras existem no nosso caminho, mas que podemos fazer um castelo com elas ou passar uma vida a tentar contorná-las e evitá-las.


Crianças felizes têm direito a poder sentir, a saber que todas as emoções são aceites e a ser encorajadas a encontrar formas que lhes façam sentido para as regularem.

Têm também direito a crescer sem culpa excessiva, pelas suas atitudes e muito menos pelas suas emoções. Têm direito a sentir que as suas emoções são aceites e que existe uma diferença entre o que sente e o que faz.

Têm direito a ter limites, a aprender o impacto que as suas atitudes têm nos outros e a aprender a distinguir o certo do errado, sendo que nem tudo é preto ou branco e que o cinzento também existe e que está tudo bem por nem sempre saberem o que fazer.

Têm direito a serem ensinadas sobre a diferença entre um comportamento e a sua identidade, aprendendo que uma atitude não as define enquanto pessoas.

Direito a serem autónomas, a poder existir como ser individual, a aprender a pensar criticamente sobre os assuntos, a conseguir fazer escolhas ponderadas e para lá chegar, precisam de ter direito a errar e a aprender a encontrar formas de resolver os seus problemas.

Têm direito a não ser perfeitas e a aprender que a perfeição é incansável e que ser humano é ter falhas.

Têm direito a sentirem-se valorizadas, valorizadas pelo esforço que colocam no que fazem e principalmente valorizadas pelo que são, e não pelo que gostávamos que fossem.

E por consequência, direito a ser um ser único e individual com todas as suas características, livres de expectativas dos adultos que as aprisionam e limitam no seu potencial infindável.

Têm também o direito a conhecer a diferença e a aprender a respeitá-la e a descobrir a solidariedade e empatia.

Crianças felizes têm também direito a ter pais felizes, confortáveis na sua pele, com as suas escolhas, pais que não têm medo de se mostrar frágeis, de errar, de pedir desculpa, que não têm medo de sentir e que lhes ensinam o que é o amor incondicional e o auto-cuidado para que aprendam mais tarde a cuidar de si mesmas.

No fundo as crianças têm direito a ser crianças e a não ser nada mais, nem nada menos do que isso.


Hoje, pense sobre estes direitos que vão contribuir para a saúde mental do seu filho e reflita como os aplica e como pode potenciar a construção de uma saúde mental cada vez mais fortalecida para que cresçam adultos resilientes, confiantes e por consequência, FELIZES.

Neste dia em que se celebra a criança na sua individualidade, tire um momento, dispa-se dos constrangimentos que a sociedade lhe impôs ao longo do seu desenvolvimento e por um bocadinho pergunte aos seus filhos o que desejam fazer consigo e esteja simplesmente PRESENTE. Tempo de qualidade é o melhor PRESENTE que lhes pode oferecer.




 
 
 

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